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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poesia Matemática

Uma Poesia  Refletindo o Mundo da Matemática
Hoje, prestamos uma homenagem ao grande escritor Millôr Fernandes, publicando uma de suas poesias mais conhecidas que fala muito de Matemática. Sabemos que ele ajudou muito nosso país na restauração da nossa democracia. 
Millôr Fernandes (1923-2012) que foi um desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo brasileiro, era um artista com múltiplas funções e atividades. Escreveu nas revistas "O Cruzeiro e "O Pasquim". Nosso blog vem focando pessoas que já prestaram relevantes serviços na divulgação da Matemática, como é o caso deste conceituado escritor Millôr Fernandes e também ao grande matemático cujo pseudônimo é Malba Tahan, abordado em nossa postagem: Homenagem ao Dia Nacional da Matemática, que recomendamos que acesse e confira sua extensa obra.







O grande escritor Millôr Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, filho de um engenheiro. Seu nome foi registrado na certidão como: Milton Viola Fernandes, mas por erro de caligrafia, ficou sendo Millôr como o seu primeiro nome. 
Millôr, no ano de 1941, escrevia numa coluna na revista "O Cruzeiro" chamada Pif Paf, onde assinava com o pseudônimo de Vão Gogo. Os seus desenhos ganharam um prêmio importante na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, em 1956. No outro ano, ganhou exposição individual em obras apresentadas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Em 1968, passou a trabalhar na revista "Veja", mas foi na revista "O Pasquim", fundada por ele, que obteve grande repercussão, pois suas publicações foram muito importantes no combate à ditadura militar brasileira.
Millôr Fernandes também atuou como dramaturgo e tradutor, sendo que nesta última atividade, traduziu obras de Shakespeare, Molieré, Brecht e Tennessee Williams.
Ele faleceu no Rio de Janeiro, vítima de parada cardiorrespiratória, em março de 2012, mas deixou uma grande obra e entre elas a poesia abaixo que transcrevemos na íntegra:

Poesia Matemática
(Millôr Fernandes)

Às folhas tantas 
do livro matemático
um quociente apaixonou-se
um dia doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida 
paralela a dela
até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
ou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritimética corresponde a almas irmãs)
 primos entre si.
 E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando ao sabor do momento
e da paixão
retas, curva, circulo e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar.
Construir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes 
até aquele dia
em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então que surgiu
o Máximo Divisor Comum
frequentador de circulos concêntricos,
viscosos.
Ofereceu-lhe ela, e ela
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e que tudo que era espúrio passar a ser
moralidade
com aliás em qualquer
sociedade.

Poesia retirada do livro "Tempo e Contratempo", Edições: O Cruzeiro- RJ,1954
  (publicado com o pseudônimo de Vão Gogo)  
Se você quiser conhecer também um conto de autoria de  Malba Tahan, com aplicações importantes na Matemática, recomendamos acessar nosso post: Os trinta e cinco camelos ou clique aqui!

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2 comentários:

  1. Gostei, ele faz muita falta mesmo ...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Claro que sim, Millôr faz muita falta, pois ele era muito competente em tudo que fazia.

      Excluir

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