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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Matemática é Cultura

Estudar Matemática Vai Muito Além do que  Memorizar Fórmulas e Realizar Cálculos Numéricos! 
Muitos acham equivocadamente que estudar e aprender os conceitos da matemática é simplesmente decorar algumas fórmulas práticas, memorizar teoremas e axiomas, assim como usar artifícios para solucionar problemas e realizar cálculos inerentes. Não temos nenhuma dúvida de que todo conhecimento matemático ou não, faz parte e enriquece a cultura de quem o recebe. Evidentemente que precisamos entender como esse conhecimento chegou até nossos dias, pois existe toda uma história e filosofia de vida envolvendo esse importante ramo da ciência. Entender como esse conhecimento foi adquirido ou transmitido ao longo das gerações, também faz parte integrante desse vasto campo do conhecimento. Para contar a história e a forma como foi desenvolvido essa cultura da geometria, dos números e demais símbolos matemáticos, existe toda uma obra composta por livros, revistas e diversas outros publicações, inclusive das pesquisas relacionadas que vale muito a pena conhecer.

A etnologia na Matemática não é uma novidade atual, pois já foi usada por muitos povos antigos, e ela dedica-se ao estudo das culturas humanas relacionadas com as descobertas e os caminhos percorridos com a evolução da Matemática. As relações com esse vasto campo de conhecimento é muito profunda e, é observada no âmbito da antropologia cultural e social, buscando uma apreciação analítica e comparativa das culturas e das civilizações. Essas idéias já foram discutidas e defendidas por muitos pesquisadores, entre eles destacamos o conceituado professor Ubiratan D'Ambrósio que aborda a etnomatemática em seus estudos, livros e demais trabalhos publicados. Muitos pesquisadores também afirmam que devemos associar essa cultura que advém com a história e o ensino da matemática, como uma poderosa ferramenta cultural e também como um importante recurso didático para promover a cultura dos números e entender a evolução das idéias matemáticas. 

No entanto, muitos críticos dizem que isso, por si só, não é tão válido quando acreditamos, e que seria apenas uma maneira desconexa de entendermos as motivações e os valores norteando a produção de conhecimentos inerentes da matemática. Para estes, matemática é apenas uma linguagem onde são utilizados apenas números, conceitos, axiomas, teoremas e símbolos, ... Sabemos que algumas pessoas, digamos menos informadas enxergam a matemática como um ramo engessado da ciência, acreditando que ela é abstrata e que usa apenas, teoremas e fórmulas de difícil entendimento, sem nenhum contexto e vínculo com a cultura, inclusive com a evolução da história. 

Possivelmente muitos mestres e professores nem sabem, mas usam a etnomatemática em suas aulas, porque ela está intimamente ligada com a história da matemática envolvendo a cultura e os conceitos que foram retratados e estudados por muitos nomes importantes desse ramo da ciência, como Pitágoras, Euclides, Fermat, Al-Khwarizmi, Galois, Gauss, Euler, entre tantos outros. Certamente os bons livros didáticos e inclusive as apostilas de estudos que prezam em trazer e estimular o conhecimento já o fazem em suas publicações e cujo conhecimento deveria ser foco também dos bons mestres e professores em todos os níveis do conhecimento. 

A etnomatemática como conhecemos nos dias atuais surgiu na década de 1970, e estava baseada fundamentalmente em críticas sociais, acerca do ensino tradicional e engessado da matemática, assim como da análise das práticas matemáticas em seus diferentes contextos culturais. Mais adiante, o conceito passou a designar as diferenças culturais expressadas nas diferentes formas de conhecimento que foi sendo transmitidas ao longo da história dos povos.

Usar os conhecimentos da Matemática para contar uma história de desenvolvimento cultural que foi vivenciado ao longo de muito tempo é uma estratégia muito oportuna que nunca deve ser desprezada pelos educadores. 
Estudando e pesquisando um pouco mais sobre a etnomatemática, descobrimos que o prefixo etno se refere a etnia, isto é, a um grupo de pessoas que têm uma mesma cultura, usa de uma língua própria, com ritos próprios, etc., ou seja aqueles que mantém características culturais bem definidas para que possamos caracterizá-los como um grupo diferenciado e que desenvolveu muitos conhecimentos que foram publicados ou passados de geração em geração, com foco nessa nobre área da ciência.

Não temos a menor dúvida de que a matemática brasileira também está presente nos ensinamentos e nas atividades mais simples de nossa população, assim como nas atividades que foram desenvolvidas, por exemplo por muitas tribos indígenas que aqui estavam antes da colonização pelos portugueses, que era aprender a caçar, pescar, praticar a agricultura de forma artesanal, criar seus animais, tudo preservando o meio ambiente e a natureza, deixando um exemplo a todos nós de como viver de forma integrada e harmônica, defendendo nossa fauna e flora e protegendo adequadamente nosso planeta. 

Infelizmente hoje praticamos atividades que agridem e que vem destruindo a natureza e o meio ambiente e que talvez algum dia no futuro seremos duramente criticados e com toda razão por esses atos "mais civilizados" que achamos que mantemos. Será que isso é necessário para promover a evolução ou ter sucesso? Ou será que os ensinamentos dessas tribos e etnias estavam errados e ultrapassados. Fica a dúvida no ar e a resposta que teremos pode ser muito amarga, mas não sei se vamos saber no futuro, quando não temos a certeza se vamos estar por aqui para conhecer.

A sabedoria da matemática que foi acumulada e transmitida ao longo de vários anos e décadas de pesquisas e estudos, está sendo utilizada infelizmente por muitos líderes mundiais de forma equivocada, com a finalidade egoísta de acumular poder e riquezas, para quem sabe, impor uma pseudo supremacia aos demais povos, desenvolvendo armas cada vez mais poderosas e tecnologias associadas que causam medo e pânico a todos nós humanos e que poderá inclusive nos destruir por seus efeitos devassadores. 








A matemática que foi aprendida pela experiência e transmitida ao longo das gerações, que fora praticada pelos povos e tribos não letrados, reconhece como pensamento matemático, tudo aquilo que fora usado para contabilizar pertences e bens desses povos antigos, usando de noções elementares para resolver problemas e cultivar alimentos, assim como por exemplo usar as plantas medicinais para curar e promover a saúde dessas pessoas envolvidas, mas que de alguma maneira correspondem ao que temos usado em nossa cultura.

Mas, o que os povos eruditos e instruídos atuais acham disso? 
Dizer que essas tribos ou até mesmo as civilizações mais simples não tinham nenhum tipo de cultura e conhecimento matemático, talvez seja uma utopia, pois eles, embora em sua primitividade e simplicidade, com poucos recursos técnicos e escolares, certamente também cultuavam seus deuses, usando de rituais e danças típicas, pintando seus rostos e corpos com cores extravagantes, mas que efetivamente exprimiam um valor cultural que nem podemos imaginar. Se verificarmos em seus escritos que fora realizados nas pedras, cavernas, etc., existem muitos símbolos e ferramentas que eles desenvolveram que teria conhecimentos matemáticos que acreditamos foram transmitidos por seus ancestrais.

Finalmente, podemos dizer que a matemática deve ser compreendida, não apenas como uma constituição social, mas também como uma construção histórica e política. Os povos com suas diferentes culturas, têm múltiplas maneiras de trabalhar com os números e com o conceito matemático. Todos os diferentes grupos sociais produzem conhecimentos matemáticos, assim como de outras áreas do conhecimento. 
A etnomatemática valoriza estas diferenças e afirma que toda a construção do conhecimento matemático é válido e está intimamente vinculado a tradição, à sociedade e à cultura de cada povo. Devemos lembrar que, a matemática apareceu para suprir as necessidades básicas do homem, através da construção de materiais e produtos de pedra, de osso, de barro, de metal, e esse material era utilizado em moradias, vasilhames, utensílios, entre outros objetos artesanais, sempre com o objetivo de trazer benefícios e resolver problemas cotidianos dessas civilizações, numa época remota e que chega até nossos dias com uma matemática que agora está focada em usar a tecnologia e produtos eletrônicos, inclusive com aplicações na Medicina, com objetivos de auxiliar o homem a cuidar da saúde e ainda, agilizar o comércio e indústria, reduzindo mão de obra, entregando processos informatizados que vemos em todos os campos, como nas cidades, estradas, bancos, agronegócios, etc. funcionando com sistemas altamente sofisticados.

CONCLUSÃO!
Modestamente podemos afirmar que existe toda uma cultura ligada com os conhecimentos da matemática e que é uma nova forma de pensamento que ficou conhecido como Etnomatemática. Tentar aprender ou ensinar matemática, sem considerar que ela está envolta com a história ou até mesmo sugerir que ela não está integrada com as demais formas de cultura é uma grande utopia. Muitos afirmam que a etnomatemática é um movimento cultural importante e até mesmo encarado como uma filosofia aplicada ao saber da Matemática, o que garante a sua caracterização, mas que ainda vai evoluir e com certeza vai produzir bons frutos e se consolidar como uma ciência aplicada a uma nova maneira filosófica, que vem se tornando muito mais eficaz, assim como fazer evoluir esse tipo de cultura. Você já parou para pensar como é mais prazeroso e eficiente utilizar uma apostila ou livro de matemática, quando os fatos e relatos que tratam do conteúdo são tratados contando a história e associando toda cultura envolvida com os fatos relacionados.

Acreditamos que entender e descobrir a cultura que existe na matemática é uma nova forma mais autentica de visualizar esse ramo específico da ciência que foi e ainda é praticada por grupos culturais, como das sociedades indígenas, grupos de trabalhadores, crianças de uma certa faixa etária, classes profissionais e etc. e que certamente vamos aprender muito com esses grupos, o que vai possibilitar produzirmos bons frutos e alavancar ainda mais o ensino e aprendizado de Matemática.

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