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sábado, 12 de agosto de 2017

As Estratégias e a Didática do Ensino de Matemática!

Será que Vale Tudo Mesmo para Ensinar e o Aluno Aprender Matemática?
Muitos dizem que todo professor de matemática deve ser austero e rigoroso, inclusive saber se impor, usar e abusar de autoridade para conseguir êxito no processo de ensino e aprendizagem. E, você o que acha desse comportamento? Continue lendo e ao final do artigo saiba o que pensamos sobre isso.
Sempre foi um grande dilema reconhecer como deve ser a postura correta que envolve o comportamento adequado do professor em sala de aula. Inicialmente achamos que a figura do professor deve impor credibilidade, vestir-se adequadamente e se portar com respeito e tolerância em relação a seus superiores hierárquicos, assim como a seus pares e alunos. Sabemos que aquele professor considerado por todos por ser bonzinho, que tudo pode e que nada cobra de seus alunos, também não funciona na prática. Mas, usar também excesso de rigor e austeridade pode ser muitas vezes confundido com arrogância e por vezes esses profissionais são odiados pelos alunos, criando um clima totalmente desfavorável ao aprendizado. Hoje vivemos em uma democracia e com liberdade de expressão e isso reflete também na escola e em sua relação com os estudantes e responsáveis. Mas nem sempre foi assim. Vamos fazer algumas considerações a esse respeito e depois podemos tirar nossas conclusões a esse respeito.






O modelo de ensino adotado em alguns países que têm governos autoritários, assim como o que ocorreu em uma determinada época específica, por exemplo o que tínhamos na ditadura militar e que vigorou aqui no Brasil de 1964 até o governo de 1985, certamente refletiu nos métodos de educação adotados, pois existia toda uma censura e repressão por parte dos governos restringindo os métodos e a fala dos professores e gestores escolares. Esse período citado caracterizou-se pela falta de democracia, com a supressão de direitos constitucionais, existindo uma censura às liberdades de expressão principalmente exercidas sobre as mídias, revistas e periódicos, inclusive acompanhada de perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar então adotado. Mas, atualmente como se dá esse processo educativo em regimes autoritários como o que vigora na China por exemplo. O governo da República Popular da China tem sido caracterizado como autoritário, comunista e socialista, com restrições em diversas áreas, em especial no que se refere às liberdades de imprensa, de reunião, de movimento, de direitos produtivos, além de alguns obstáculos ao livre uso da Internet. E, certamente isso reflete também na forma de ensinar e aprender e nos métodos didáticos que lá são adotados pelos professores e gestores nas escolas em todos os níveis do conhecimento. Sabe-se que por lá, existe uma boa qualidade de ensino que merece considerações e destaque e que vamos elucidar mais especificamente nesse artigo. 

Sem dúvida, a forma de ensinar e aprender como um todo é permeado por tendências, cujos processos são alimentados tanto pelos governos e regimes adotados, quanto por aqueles que comandam os postos mais altos do alto escalão e especialistas em educação que atuam no governo federal. 

Em pesquisa sobre essa forma de educar que é adotada em países digamos mais austeros, percebemos que por exemplo na cidade de Xangai na China, o aluno praticamente é obrigado a aprender os conteúdos a todo custo, isso sempre é realizado de uma forma impositiva, inclusive enquanto todos não assimilarem os conhecimentos tratados, a orientação é que aula não deve prosseguir. Muitos especialistas consideram esse modo de ensinar muito rigoroso ou exigente, e que muitas vezes pode resultar em adoecimento desses estudantes mais sensíveis aos estudos, Por lá, o aprendizado é controlado e baseado em manuais feitos sob medida para provocar o aprendizado e que substituem folhetos ou planilhas.

Em Xangai na China, adota-se uma metodologia altamente conceitual, na medida em que professores baseiam suas aulas em métodos fundamentais e focado nas leis da matemática, em que os alunos são encorajados a representar fisicamente os conceitos, usando objetos e imagens para ajudá-los a visualizar as ideias abstratas que fazem parte do entendimento matemático. Assim, essa forma como os alunos falam e escrevem sobre matemática, acreditam os especialistas, pode também contribuir para o sucesso e entendimento dos conceitos tratados na aula.

Argumentam os professores que sempre lhes pedimos para explicar a resposta com frases completas. Ou seja, não adianta apenas escrever a resposta correta, mas é mais importante entender os conceitos. Segundo eles, essa é a chave para construir o raciocínio lógico e entender a linguagem da matemática. Mas, nem tudo são "flores" e as maravilhas que as estatísticas apontam nas avaliações externas que sempre colocam a China como campeã no quesito qualidade educacional.

Por outro lado, muitos críticos desse sistema dizem que o aprendizado se torna muito abstrato e que não aplica a matemática voltada para resolver problemas cotidianos enfrentados futuramente na vida real dos estudantes. E, que algumas outras pessoas ligadas com a educação também argumentam que o método asiático ensina os alunos a se preparar para conseguirem sucesso em exames e nas provas, ou seja, a ter um bom desempenho nos exames internacionais, mas no entanto o aprendizado e o conhecimento adquirido na escola não está voltado para resolver os problemas enfrentados em situações do dia a dia.

O princípio adotado nas escolas chinesas é o da união de todos para vencer as dificuldades e todos aprenderem os conceitos matemáticos!
Esse princípio de coesão que existe por trás do método de Xangai diz que: a classe toda aprende, como se fosse um só aluno, assim estima-se que todos os alunos deverão avançar em seus estudos e aprenderem ao mesmo tempo e no mesmo ritmo. E, desse modo, reafirmamos que a aula nunca deve prosseguir, se algum aluno, ainda estiver com dúvidas. Dessa forma, os professores são orientados para não dividirem o grupo em equipes com base na capacidade individual, nem em tarefas que tenham dificuldades variadas. Assim, todo aluno é considerado um matemático nato e sempre cabe aos professores tirar o máximo de cada um deles, levando-os ao entendimento do conhecimento discutido em sala.

Nessa situação descrita, os estudantes com melhor desempenho são encorajados a aprofundar os estudos e também em ajudar o restante da classe para dominar o aprendizado, em vez de se distanciarem dos colegas que tenham mais dificuldades e serem mais lentos ou menos aptos no aprendizado. Enquanto essa busca pela igualdade dentro de sala é comemorada por muitos, críticos, outros acreditam que o sistema desestimula os estudantes mais avançados, que acabariam ficando sobrecarregados e até entediados e que por isso renderiam menos do que eles realmente teriam condições de destaque.

Por lá observa-se que o leiaute da sala de aula, assim como pela disposição das carteiras, segue o modelo tradicional, o que, segundo alguns críticos não estimula a colaboração entre os pares. Muitos dizem que trata-se de uma disposição rígida e pouco inspiradora para o processo de ensino e aprendizagem.

A Rotina Militar da Repetição, Repetição, Repetição, ... Até a Exaustão!
O método usado em Xangai estimula a repetição seguidas vezes, até que o aprendizado fique fixado na mente do aluno. Então, a repetição de conceitos também é um ingrediente fundamental da receita secreta que é adotada naquele país e que reflete o rigor nesse modo de ensinar. Com esse lema repetitivo, as crianças a partir de cinco anos são submetidas a testes para praticar exercícios até dominar cada conceito por meio da intensa repetição dessas tarefas e exercícios até que ocorra a memorização pretendida. Dessa forma, um aluno deve responder à pergunta de um professor e os outros deverão repetirem a resposta em uníssono. Em seguida, outro estudante responde a uma outra pergunta e o restante repete. A sequência continua até ocorrer a memorização de todos ou até que ocorra a exaustão.

Muitos dizem que trata-se de uma rotina "militar", pois espera-se que os estudantes aperfeiçoem o uso do vocabulário matemático, sendo que eles não usarão apenas os exercícios de matemática para isso, e deverão também memorizar e repetir o conteúdo tratado na medida em que a aula avança.

No entanto, afirmam alguns especialistas que as aulas são também muito interativas e que além disso são curtas e harmoniosas, sendo de apenas 35 minutos de ensino focado, seguido de mais 15 minutos de brincadeiras não estruturadas. Por lá a estrela é o professor pois ele tem apenas duas aulas diárias de 40 minutos, sendo que o resto do dia é dedicado ao seu desenvolvimento profissional, incluindo feedback entre os colegas e observação das aulas.

O segredo é a preparação do professor para ensinar matemática?
A preparação do professor chinês para ensinar matemática é o mais importante que tudo. Então, ele deve passar até cinco anos na universidade estudando especificamente como ensinar todos conteúdos da disciplina aos alunos do ensino fundamental. James Bowen é um especialista em educação de nacionalidade britânica e afirmou que "Parte do sucesso do ensino de matemática em países como China e na Cingapura vem do respeito aos professores e do tempo que eles têm para se planejar e preparar". No entanto, alguns críticos mais contundentes discordam e argumentam que há um descompasso entre o bem-estar dos professores e o dos estudantes.

Um estudo de 2014 sobre o bem-estar da criança, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento Social na NYU Xangai, revelou que enquanto a maioria das escolas está equipada com salas de aula adequadas, bibliotecas e laboratórios de informática, elas não têm facilidades tais como auditórios, ginásios ou salas de reuniões e que cerca de 13% das crianças apresentam saúde regular ou ruim.

CONCLUSÃO!
Na sua vida escolar, toda criança inicia o processo de alfabetização, mesmo antes dela se matricular numa escola de forma oficial. Isso se dá desde o seu nascimento, não só em sua língua materna como também na linguagem Matemática, construindo o seu conhecimento segundo as diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo; e assim um bom ensino nesse nível é de fundamental importância para o resto de sua vida escolar. Nunca devemos encarar o ensino de matemática descontextualizado, como infelizmente temos verificado atualmente e que é defendido por muitos especialistas por razões dúbias e muito menos impor métodos e um aprendizado forçado e impositivo que pode inclusive levar o estudante a exaustão e a doenças e transtornos psicológicos. Na verdade quem são os grandes personagens e responsáveis pela qualidade no aprendizado são os gestores escolares e os professores atuantes na sala de aula, claro com o apoio dos psicopedagogos e demais especialistas de apoio, inclusive com a participação e o apoio permanente da família, sendo que eles conjuntamente devem usar de boas estratégias, assim como utilizar de uma didática e estratégias corretas para essa finalidade.

Percebemos no texto que embora haja muito rigor por parte dos professores para que os alunos aprendam a qualquer custo, ainda assim existe o respeito seja dos alunos e de toda a sociedade, pois por lá o professor é tratado realmente como uma estrela, ganhando poupudos salários e gozando de enorme prestigio social, o que infelizmente não verificamos em nosso país. Por aqui os mestres e professores são tratados tanto pelos alunos e pela sociedade, quanto pelo governo como seres de menor importância e se esquecem que o professor é tão importante que sem ele não haveria todas as demais profissões.

Quanto à nossa pergunta inicial, se o professor deve ser bonzinho ou rigoroso, o que podemos dizer é que ele deveria ficar a meio termo, ou seja, ser bonzinho no sentido de deixar os estudantes a vontade para participar das aulas, mas ao mesmo tempo rigoroso em determinadas circunstâncias e ocasiões, cobrando dos alunos sempre o entendimento e as tarefas solicitadas, fazendo-os estudar e se dedicar as aulas, com a finalidade principal de aprender os conteúdos discutidos.

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A Matemática Aqui é Simples e Descomplicada!





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